Não percebo nada de jornalismo, portanto, não pretendo ensinar aquilo que não sei.
Mas gosto de assistir a uma entrevista que pareça uma conversa entre entrevistador e entrevistado.
Embora desconfie que o entrevistador terá um “guião”, uma lista de perguntas, gosto que aquilo pareça uma conversa.
Há dias, assistia uma dessas entrevistas e, tudo seguia o percurso normal, uma conversa fluida, mas chegados à última pergunta, esta “arranhou” os meus ouvidos e, estragou tudo. Afinal, estar ali um entrevistador de carne e osso ou uma máquina é a mesma coisa. Este, o jornalista, pelos vistos, fazia as perguntas mas não ligava nenhuma às respostas.
Perguntou, porque estava no “guião”, por último, sobre algo que, o entrevistado, já tinha acabado por responder, logo numa das primeiras questões, do jornalista, no início da entrevista.
Deu-me vontade de gritar:
- Acorda pá!
Enfim, até o entrevistado ficou meio atrapalhado e, lá se saiu com a mesma resposta dada de outra forma, de modo a “salvar” o entrevistador.