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Dia&Dia

Meio termo é proibido.

 

Pensar não é permitido.

 

Mesmo assim, tento, não comer o prato que me é servido, sem tentar perceber o que me está a ser servido.

 

As medidas restritivas, até aqui, eram fundamentadas na necessidade de conter os contágios, de modo a evitar o colapso no SNS, nos internamentos essencialmente.

 

Com esta nova variante, a escalada de infeções tem sido enorme, mas não se está a refletir em internamentos.

 

Logo, o fundamento das medidas restritivas, cai por terra.

 

Mas já se encontrou outro.

 

Não se sabe as consequências, a longo prazo, desta doença, portanto, é de evitar a infecção.

 

E assim, de restrições em restrições, se irá encontrar pretextos para as mesmas.

 

Agora, quanto à eficácia das vacinas, tão prontamente apontada, relativamente aos números verificados com esta nova variante.

 

Comparando com o ano passado, por esta altura, os números de internamentos e de mortes, se calhar até com um número de infetados inferior ao actual, eram muito mas muito superiores.

 

No ano passado, por esta altura, quase ninguém, em Portugal, sequer, tinha sido vacinado. Hoje temos cerca de 90% da população vacinada com o esquema inicial.

 

Logo, a conclusão, óbvia, é de que as infeções não se estão a refletir em internamentos, graças à elevada percentagem de vacinados.

 

Pormenor, Esta nova variante, é “importada”, da África do Sul, onde teve o mesmo comportamento, muita gente infetada, mas com pouco reflexo em internamentos e, neste país, a percentagem de vacinados, andará pelos 25% da população.

 

Enfim, se calhar, a vacina, pelo menos, no que respeita a esta variante, não estará a ser, assim de modo tão óbvio, a responsável por existirem menos casos graves, como nos querem fazer crer.

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