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Dia&Dia

O Homem apesar de se intitular e, de o ser sem dúvida, um animal racional, o único, talvez por isso, será também o único, ou dos únicos animais, que mata por matar, não apenas para se alimentar ou para se defender.

 

Há dias, uma menina de cerca de dois anos e meio, olhava, mais uma vez, admirada, para uma formiga no chão.

 

E, para além de querer apenas, mais uma vez, a atenção dos adultos que a acompanhavam, apontava para o chão e tentava chamar as coisas pelos nomes, não muito mal, chamando a formiga de “fomiga”.

 

E assim, aos poucos, lá vai, ao seu ritmo, descobrindo, este nosso admirável mundo, novo, para ela.

 

Mas, naquele momento, de descoberta, de outros seres vivos, alguém teve que acrescentar, outra descoberta, desnecessária, acrescentarei eu, de ser revelada, naquela altura, a uma criança daquela idade, o de se tirar a vida a outro apenas porque sim, ainda que o outro seja aquele minúsculo insecto.

 

Alegremente ensinou, a menina a pisar a formiga e, ainda de forma mais expressiva, mostrou o resultado.

 

A menina ficou a olhar, não queria sair dali, queria ver a formiga a andar outra vez.

 

Eu sei, era apenas uma formiga, mas para a menina, não,  era a “fomiga”, apenas e só.

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