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Dia&Dia

Digamos que o tambor deste revólver tem muitas mais câmaras, mas a lógica é a mesma, numa delas está a bala.

 

É, por outras palavras, o que nos estão a dizer os especialistas e, que ainda assim, mantêm o “convite” à vacinação com a vacina que anda nas “bocas do mundo”.

Hoje António Costa, o nosso primeiro-ministro, vai reunir, ou está reunido neste momento, por videoconferência, com os presidentes de câmara dos nove concelhos que, os indicadores, como o próprio nome remete, indicam como os de maior risco Em Portugal neste momento.

 

Quando estamos a falar de risco, falamos do tema que não nos deixa há mais de um ano, de COVID-19.

 

O estranho é que nesta altura, quando falamos em concelhos de maior risco, surgem não os grandes concelhos, a nível de densidade populacional, mas de pequenos concelhos, no que se refere a esse capítulo.

 

Provavelmente, antes da participação nessa reunião, ouvi o presidente da câmara de Rio Maior, um desses concelhos, de facto dizer que estava preocupado com a situação da epidemia no seu concelho.

 

Não sei que valor o indicador de infetados nos últimos 14 dias por cem mil habitantes fixa para este concelho, mas para estar classificado nos nove piores, deve ser um valor muito preocupante.

 

Aliás, o autarca, promete fazer tudo o que estiver ao seu alcance, no sentido de que o seu concelho saia desta situação, entre outras coisas, estar bem atento a comportamentos desviantes.

 

A situação gravíssima em que o referido indicador coloca este concelho, pelos vistos, advém dos 45 casos activos neste momento no concelho.

 

45 casos em cerca de 26.000 a nível nacional.

 

Algo de errado se passa com estes indicadores, com os cálculos, com estes mesmos, os que estão a “orientar”, ou a desorientar, as nossas vidas neste momento. Começa a parecer o exemplo do frango e as médias.

 

Parece-me a mim, que sou um inculto na matéria, que sim, que é uma situação muito para lá do gravíssimo.

 

Sim, é para lá do gravíssimo, a situação da pandemia, mas principalmente o “estar muito atento a comportamentos desviantes”, agora por isto, amanhã por aquilo e, qualquer dia por coisa nenhuma, apenas porque sim!

1 Ano e alguns dias disto e, ainda temos no ecrã, um primeiro-ministro a explicar como nos devemos comportar numa esplanada: “Podemos tirar a máscara para beber o café e depois, podemos permanecer ali, sentados, mas temos que voltar a colocar a máscara”. Não percebi bem é se existe um tempo limitado para ingerir a bebida, se alguns segundos ou se temos direito a 1 minuto ou 2, antes de estarmos sujeitos, a uma advertência ou multa, por parte das autoridades.   

 

Acho que, tendo em conta, o vírus ainda permanecer por aí, isto, o de voltar a colocar a máscara, é uma questão de bom-senso.

 

Ele, o primeiro-ministro, acredito, não o faz por mal, mas não deixa de ser estranho ter um governante preocupado com coisinhas destas, a dizer-me o que devo fazer ou não, nisto, num simples acto quotidiano.

 

Bom, agora já sei, graças ao senhor primeiro-ministro, como me devo comportar numa esplanada, a partir desta Segunda-feira. Estou é sujeito a uma multa por estar ou por me dirigir para esta. Se não estou errado, ao fazer isso, estou a infringir o dever geral de permanecer em casa.

 

As esplanadas reabrem. Existem regras de como nos devemos comportar nesses locais. Só não temos é autorização para ir até esses locais, muito menos para lá estarmos.

 

O dever geral de permanecer em casa, creio, continua em vigor, as excepções previstas para sair, de igual modo, se não me engano, são as mesmas de sempre e, assim, depois temos esta contradição, a de alguns serviços reabrirem, devidamente autorizados, a conta-gotas, mas como os eventuais clientes continuam com o dever de permanecer em casa, em qualquer altura, se estiverem numa esplanada, num cabeleireiro, num museu etc., na realidade, estão a infringir a lei em vigor.

 

Nunca lhes aconteceu ouvirem algo, uma notícia, mas duvidarem de que tenham mesmo escutado aquilo?

 

Desconheço as realidades, as vivências, de África, de toda ela e, apesar de mais a miude, da África que em tempos ocupámos, nos vá chegando mais informação, admito, sou na mesma um “inculto” dessas realidades mais chegadas e, portanto, tenho noção de que a ideia que tenho dessas paragens seja uma ideia destorcida.

 

E, notícias, como a que ouvi, admito de igual modo, ainda ajudam menos a mudar a ideia que tenho.

 

Em Moçambique, há dias, uma vila foi atacada por terroristas. A população, a que consegui-o, fugiu.

 

Isto é o que tenho acompanhado pela comunicação social.

 

Hoje, um repórter, estava perto de um porto, noutra vila, cidade, ou o que for, noutra localidade em Moçambique, a assistir ao “desalfandegamento”, atenção que o repórter não disse ao desembarque, de refugiados, que tinham vindo por barco, dessa vila atacada.

 

Estava a assistir ao desalfandegamento de refugiados, de habitantes, do mesmo país.

 

Que fugiram da morte. Que demoraram, na viagem de barco, 24 horas para percorrer 400 quilómetros. E como tinham chegado de noite, só hoje, no dia seguinte estavam a desembarcar.

 

As autoridades a pedirem o papelinho, como se de uma viagem turística se tratasse, a desalfandegar o quê? Montaram um posto de alfândega para habitantes do mesmo país?

 

Justificação: Estão a despistar a possibilidade de entre eles, dos refugiados, vir algum terrorista.

 

Os africanos, em particular os moçambicanos, que me perdoem, mas isto é tão estranho, para não lhe chamar outra coisa.

 

Obrigar alguém a dormir num barco, sem condições, alguém que está a fugir da morte, que deixou tudo para trás, imagino, que está assustado, mal alimentado e, depois, ainda o estão a “desalfandegar”!

 

Bom, esperemos que as suspeitas das autoridades sejam infundadas, caso contrário, obrigaram as galinhas a dormir com a raposa.

 

E eu a pensar que, Portugal, as nossas autoridades, eram muito pró burocrata.

Quantos de nós já não ouviram isto da boca de um qualquer fura-filas?

 

Enfim, existem os chicos-espertos individuais e, pelos vistos, os organizados em grupo.

 

A questão da vacinação assim o tem demonstrado.

 

É este grupo, é aquele e, mais aqueloutro. Uns e outros se esticam bem na ponta dos pés para serem bem vistos. Todos querem ter prioridade.

 

Uns têm sorte nessa sua intensão outros não.

 

Tanto mais parecem ridículos quanto mais o processo de vacinação avança.

 

Chegará a altura em que a pouco mais de 100 pessoas faltará administrar a vacina e, mesmo assim, acredito, um grupo de 10 quererá receber a vacina primeiro que aos restantes, não faltando para isso imensas justificações.

 

Bom, hoje, se calhar, tendo em conta a vacina que vai ser administrada, as dúvidas levantadas nos últimos dias quanto à segurança da mesma, alguns estarão arrependidos de se colocarem em bicos de pés, ou então estão a rogar pragas contra aqueles que em nome deles, fizeram pressão, apresentaram argumentos, para que passassem à frente.

 

Bem vistas as coisas, se calhar, se mais alguns, a levassem, sem sermos nós, assim em jeito de teste, não teria sido mal pensado. Dirão estes.

 

Agora é tarde para arrepiar caminho.

 

Muito obrigado por ajudarem a testar as vacinas antes de mim!

Tomar ou não tomar? Eis a questão.

 

Esta semana andou por aí um ziguezaguear em torno de uma vacina.

 

Antes de qualquer interpretação errada, aqui, deixo desde já clara a minha intenção de receber, seja qual for, a vacina, no momento em que para isso for chamado.

 

Se este for o meu contributo para, ajudar, a que isto chegue ao fim.

 

Porém, primeiro, a única preocupação, desde o início, desde que surgiram as vacinas, foi sempre a divulgação da percentagem da eficácia das mesmas.

 

Agora, como que a fazerem um desenho, para gente burrinha, explicam-nos que todo e qualquer medicamento, portanto, inclusive, as vacinas, têm riscos associados, até ao ponto de acontecerem fenómenos passiveis de provocar a morte. Mas que entre os bons resultados e algo que corra menos bem, os benefícios são muito maiores. Estes fenómenos são diminutos. Contudo, é um facto, acontecem.

 

Até aqui, nesta “narrativa”, não vejo nada de errado, tirando o facto de só agora surgirem estas explicações.

 

O que já não percebo e, carece de explicação, para gente burrinha ou não, é estes fenómenos raros e, possíveis de acontecerem, na toma de qualquer medicamento, no que se refere a estas vacinas, só terem acontecido ou só terem “publicitado”, com uma das várias que já existem.

 

É de se chamar a atenção que, o nexo de causalidade, entre esses fenómenos extremos e a vacina, está a ser ainda estudado e não foi comprovado.

 

Que é estranho é.

 

O mal está feito.

 

A toma, desta, de ânimo leve, foi-se.

Há uns anos, num restaurante que há muito já não deve existir, um restaurante talvez “engolido” pelo progresso naquela zona, iniciado com a Expo 98, existia um prato na ementa com o nome de “misturada”.

 

Não é dessa misturada que aqui escrevo.

 

Para melhor aumentar a misturada, de propósito, referi o prato gastronómico.

 

No início desta semana, tivemos, uma conferência de imprensa, portanto um acto, não diria propriamente solene, mas oficial, com as instâncias técnicas da coisa, para anunciar a suspensão da vacinação, também em Portugal, a suspensão da aplicação de uma vacina especifica.

 

Um dia ou dois depois, o ministro dos negócios estrangeiros, diz que foi uma decisão política com base em informação técnica.

 

Hoje, creio, numa rede social, o primeiro-ministro diz que a vacinação irá ser retomada na segunda-feira.

 

Independentemente de há muito já ter percebido que, em Portugal pelo menos, aconteça o que acontecer, os fins-de-semana são sagrados e, normalmente começam na sexta à tarde e, por vezes, muitas vezes, terminam segunda para lá do meio dia.

 

Mas é um facto, não consigo perceber, esta misturada.

 

Para suspender, uma conferência de imprensa de uns, para retomar, umas palavrinhas de outro, escritas numa rede social.

 

Não sei, mas se querem que levemos a sério, o aspecto técnico, a autonomia, de algumas instâncias, como a Direcção geral da saúde, deixem de falar por ela, por exemplo.

 

Quem começa termina.

 

Que misturada, pelo menos, de comunicação, entre os protagonistas, entre políticos e técnicos.

 

A lógica será, actos políticos, não exclusivamente, mas também, baseados em aspectos técnicos e, não o contrário.

 

Mas por vezes fica a ideia, errada espero, de que os papeis se invertem.

 

Nota de rodapé: A prova da minha “teoria” de que, neste país, os fins-de-semana, se iniciam às sextas, da parte da tarde, será o número de visualizações deste post. Pois está a ser publicado já perto da hora “perigosa”.

É estranho. No dia seguinte, depois do primeiro-ministro ter anunciado um desconfinamento “às pinguinhas”, um anúncio mais para as actividades do que para todos nós em geral, pois, não me pareceu aludir ao desaparecimento do “dever de permanecer em casa”, em qualquer das etapas mencionadas, mas o estranho, foi nesse dia seguinte, ver o nosso Presidente em Roma, numa visita, que não percebi se era oficial ou particular, ao Vaticano, ao Papa.

 

Comentava as pinguinhas do nosso confinamento. Apoiando. Talvez defendendo até pinguinhas mais a espaços.

 

Aliás até acrescentou que ali, onde ele tinha ido, as coisas estavam a piorar.

 

Que grande exemplo de como nos temos de comportar num desconfinamento às pinguinhas.

 

É sair por aí, de preferência a “voar” e, para sítios bem piores do que o nosso país.    

Parece que lá para Maio vamos ter uma via verde para alguns.

 

Um boletim onde constará, entre outras informações, a principal, a que abrirá as portas de par em par, as portas de outros países, a informação se se foi vacinado contra a COVID-19 ou não.

 

Acontece porém, que de momento, não temos escolha, entre se queremos ser vacinados ou não. Mesmo querendo, esta, a vacina, não está disponível, nem estará nos próximos tempos, a todos.

 

Como, por enquanto, estar ou não vacinado, não é uma questão de vontade própria, o dito boletim ou passaporte verde, assim, deixa de fora, aqueles que, por escassez das ditas vacinas, ainda não foram vacinados nessa altura, portanto, ficam de fora, tipo “um dó li tá”, vais tu e aquele não.

É o nome pomposo, ou politicamente correcto, que se costuma dar ao não cumprimento das regras vigentes.

 

Assim o classificarei, ao “trânsito” anormal, que hoje escutei pelas 5 da manhã.

 

Ultimamente, de há uns meses para cá, apesar de dormir bem, aí pelas 5 da manhã, acordo. Em alguma coisa a pandemia me havia de afetar.

 

Por essas horas, escutar movimento na rua, é raro. Lá passa um carro ou outro de tempos a tempos.

 

Hoje notei algum movimento. Um movimento anormal. Mais carros para cima e para baixo.

 

Durante a semana, pouco movimento, de Sexta-feira para Sábado, mais movimento? Circulação entre concelhos proibida a partir das 20 horas de Sexta. Estranho.

 

Não sei não, mas isto, movimento de madrugada, de Sexta para Sábado, “cheira” a regresso de festas informais, substitutas de idas a discotecas de outrora.

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