Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dia&Dia

50 minutos depois do início do noticiário, sem nenhuma referência ao ponto de situação da pandemia, desliguei a TV. O COVID-19 deixou de abrir noticiários. Passou para as “letras miudinhas”. Não se passa nada. Apenas, ontem, pelos vistos, em Portugal, mais de 50.000 de novos infetados. Mas, no noticiário, só política. Perdão, foi notícia sim, a pandemia. Os especialistas na matéria, na saúde pública, os políticos, decidiram que é seguro, mas apenas para ir votar, deixar de estar obrigado ao confinamento, ao confinamento imposto aos infetados e aos contactos de risco. É seguro, para quem se cruzar com estes, para os membros das mesas de voto, para todos. Perante isto, será que alguém,  a partir de agora, vai levar a sério a obrigatoriedade de ficar em casa, caso teste positivo? Só mesmo quem estiver a passar mal, acho eu.

 

Se 50.000 casos positivos por dia, não é para levar a sério, então, não será para levar a sério, nem para ir votar, nem para outra coisa qualquer. Acabem lá, de uma vez por todas, com a treta das restrições.

Meio termo é proibido.

 

Pensar não é permitido.

 

Mesmo assim, tento, não comer o prato que me é servido, sem tentar perceber o que me está a ser servido.

 

As medidas restritivas, até aqui, eram fundamentadas na necessidade de conter os contágios, de modo a evitar o colapso no SNS, nos internamentos essencialmente.

 

Com esta nova variante, a escalada de infeções tem sido enorme, mas não se está a refletir em internamentos.

 

Logo, o fundamento das medidas restritivas, cai por terra.

 

Mas já se encontrou outro.

 

Não se sabe as consequências, a longo prazo, desta doença, portanto, é de evitar a infecção.

 

E assim, de restrições em restrições, se irá encontrar pretextos para as mesmas.

 

Agora, quanto à eficácia das vacinas, tão prontamente apontada, relativamente aos números verificados com esta nova variante.

 

Comparando com o ano passado, por esta altura, os números de internamentos e de mortes, se calhar até com um número de infetados inferior ao actual, eram muito mas muito superiores.

 

No ano passado, por esta altura, quase ninguém, em Portugal, sequer, tinha sido vacinado. Hoje temos cerca de 90% da população vacinada com o esquema inicial.

 

Logo, a conclusão, óbvia, é de que as infeções não se estão a refletir em internamentos, graças à elevada percentagem de vacinados.

 

Pormenor, Esta nova variante, é “importada”, da África do Sul, onde teve o mesmo comportamento, muita gente infetada, mas com pouco reflexo em internamentos e, neste país, a percentagem de vacinados, andará pelos 25% da população.

 

Enfim, se calhar, a vacina, pelo menos, no que respeita a esta variante, não estará a ser, assim de modo tão óbvio, a responsável por existirem menos casos graves, como nos querem fazer crer.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub