Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dia&Dia

Quantos de nós já não ouviram isto da boca de um qualquer fura-filas?

 

Enfim, existem os chicos-espertos individuais e, pelos vistos, os organizados em grupo.

 

A questão da vacinação assim o tem demonstrado.

 

É este grupo, é aquele e, mais aqueloutro. Uns e outros se esticam bem na ponta dos pés para serem bem vistos. Todos querem ter prioridade.

 

Uns têm sorte nessa sua intensão outros não.

 

Tanto mais parecem ridículos quanto mais o processo de vacinação avança.

 

Chegará a altura em que a pouco mais de 100 pessoas faltará administrar a vacina e, mesmo assim, acredito, um grupo de 10 quererá receber a vacina primeiro que aos restantes, não faltando para isso imensas justificações.

 

Bom, hoje, se calhar, tendo em conta a vacina que vai ser administrada, as dúvidas levantadas nos últimos dias quanto à segurança da mesma, alguns estarão arrependidos de se colocarem em bicos de pés, ou então estão a rogar pragas contra aqueles que em nome deles, fizeram pressão, apresentaram argumentos, para que passassem à frente.

 

Bem vistas as coisas, se calhar, se mais alguns, a levassem, sem sermos nós, assim em jeito de teste, não teria sido mal pensado. Dirão estes.

 

Agora é tarde para arrepiar caminho.

 

Muito obrigado por ajudarem a testar as vacinas antes de mim!

Tomar ou não tomar? Eis a questão.

 

Esta semana andou por aí um ziguezaguear em torno de uma vacina.

 

Antes de qualquer interpretação errada, aqui, deixo desde já clara a minha intenção de receber, seja qual for, a vacina, no momento em que para isso for chamado.

 

Se este for o meu contributo para, ajudar, a que isto chegue ao fim.

 

Porém, primeiro, a única preocupação, desde o início, desde que surgiram as vacinas, foi sempre a divulgação da percentagem da eficácia das mesmas.

 

Agora, como que a fazerem um desenho, para gente burrinha, explicam-nos que todo e qualquer medicamento, portanto, inclusive, as vacinas, têm riscos associados, até ao ponto de acontecerem fenómenos passiveis de provocar a morte. Mas que entre os bons resultados e algo que corra menos bem, os benefícios são muito maiores. Estes fenómenos são diminutos. Contudo, é um facto, acontecem.

 

Até aqui, nesta “narrativa”, não vejo nada de errado, tirando o facto de só agora surgirem estas explicações.

 

O que já não percebo e, carece de explicação, para gente burrinha ou não, é estes fenómenos raros e, possíveis de acontecerem, na toma de qualquer medicamento, no que se refere a estas vacinas, só terem acontecido ou só terem “publicitado”, com uma das várias que já existem.

 

É de se chamar a atenção que, o nexo de causalidade, entre esses fenómenos extremos e a vacina, está a ser ainda estudado e não foi comprovado.

 

Que é estranho é.

 

O mal está feito.

 

A toma, desta, de ânimo leve, foi-se.

Há uns anos, num restaurante que há muito já não deve existir, um restaurante talvez “engolido” pelo progresso naquela zona, iniciado com a Expo 98, existia um prato na ementa com o nome de “misturada”.

 

Não é dessa misturada que aqui escrevo.

 

Para melhor aumentar a misturada, de propósito, referi o prato gastronómico.

 

No início desta semana, tivemos, uma conferência de imprensa, portanto um acto, não diria propriamente solene, mas oficial, com as instâncias técnicas da coisa, para anunciar a suspensão da vacinação, também em Portugal, a suspensão da aplicação de uma vacina especifica.

 

Um dia ou dois depois, o ministro dos negócios estrangeiros, diz que foi uma decisão política com base em informação técnica.

 

Hoje, creio, numa rede social, o primeiro-ministro diz que a vacinação irá ser retomada na segunda-feira.

 

Independentemente de há muito já ter percebido que, em Portugal pelo menos, aconteça o que acontecer, os fins-de-semana são sagrados e, normalmente começam na sexta à tarde e, por vezes, muitas vezes, terminam segunda para lá do meio dia.

 

Mas é um facto, não consigo perceber, esta misturada.

 

Para suspender, uma conferência de imprensa de uns, para retomar, umas palavrinhas de outro, escritas numa rede social.

 

Não sei, mas se querem que levemos a sério, o aspecto técnico, a autonomia, de algumas instâncias, como a Direcção geral da saúde, deixem de falar por ela, por exemplo.

 

Quem começa termina.

 

Que misturada, pelo menos, de comunicação, entre os protagonistas, entre políticos e técnicos.

 

A lógica será, actos políticos, não exclusivamente, mas também, baseados em aspectos técnicos e, não o contrário.

 

Mas por vezes fica a ideia, errada espero, de que os papeis se invertem.

 

Nota de rodapé: A prova da minha “teoria” de que, neste país, os fins-de-semana, se iniciam às sextas, da parte da tarde, será o número de visualizações deste post. Pois está a ser publicado já perto da hora “perigosa”.

É estranho. No dia seguinte, depois do primeiro-ministro ter anunciado um desconfinamento “às pinguinhas”, um anúncio mais para as actividades do que para todos nós em geral, pois, não me pareceu aludir ao desaparecimento do “dever de permanecer em casa”, em qualquer das etapas mencionadas, mas o estranho, foi nesse dia seguinte, ver o nosso Presidente em Roma, numa visita, que não percebi se era oficial ou particular, ao Vaticano, ao Papa.

 

Comentava as pinguinhas do nosso confinamento. Apoiando. Talvez defendendo até pinguinhas mais a espaços.

 

Aliás até acrescentou que ali, onde ele tinha ido, as coisas estavam a piorar.

 

Que grande exemplo de como nos temos de comportar num desconfinamento às pinguinhas.

 

É sair por aí, de preferência a “voar” e, para sítios bem piores do que o nosso país.    

Parece que lá para Maio vamos ter uma via verde para alguns.

 

Um boletim onde constará, entre outras informações, a principal, a que abrirá as portas de par em par, as portas de outros países, a informação se se foi vacinado contra a COVID-19 ou não.

 

Acontece porém, que de momento, não temos escolha, entre se queremos ser vacinados ou não. Mesmo querendo, esta, a vacina, não está disponível, nem estará nos próximos tempos, a todos.

 

Como, por enquanto, estar ou não vacinado, não é uma questão de vontade própria, o dito boletim ou passaporte verde, assim, deixa de fora, aqueles que, por escassez das ditas vacinas, ainda não foram vacinados nessa altura, portanto, ficam de fora, tipo “um dó li tá”, vais tu e aquele não.

É o nome pomposo, ou politicamente correcto, que se costuma dar ao não cumprimento das regras vigentes.

 

Assim o classificarei, ao “trânsito” anormal, que hoje escutei pelas 5 da manhã.

 

Ultimamente, de há uns meses para cá, apesar de dormir bem, aí pelas 5 da manhã, acordo. Em alguma coisa a pandemia me havia de afetar.

 

Por essas horas, escutar movimento na rua, é raro. Lá passa um carro ou outro de tempos a tempos.

 

Hoje notei algum movimento. Um movimento anormal. Mais carros para cima e para baixo.

 

Durante a semana, pouco movimento, de Sexta-feira para Sábado, mais movimento? Circulação entre concelhos proibida a partir das 20 horas de Sexta. Estranho.

 

Não sei não, mas isto, movimento de madrugada, de Sexta para Sábado, “cheira” a regresso de festas informais, substitutas de idas a discotecas de outrora.

Aquele cadeirão foi comprado há cerca de seis anos.

 

A ele é difícil associar algo de bom.

 

Foi adquirido, por sugestão, para que a minha mãe pudesse abandonar a cama, a espaços, onde se encontrava acamada após uma queda.

 

Portanto, não foi por um bom motivo, por apenas uma motivação de reformulação do espaço.

 

Bom, inicialmente, pelas pequenas conquistas da minha mãe, da cama para o cadeirão e vice-versa, primeiro com ajuda e depois sem ela, até será injusto ao cadeirão só associar coisas menos boas.

 

Contudo, decorridos cerca de pouco mais de seis meses dessas conquistas, a minha mãe, deitada na cama, assiste à morte do seu marido, ali sentado, no cadeirão, acometido de um ataque fulminante.

 

A casa dos meus pais já não existe. A minha mãe está num lar.

 

O cadeirão é das poucas peças de mobiliário que veio para minha casa.

 

Está no meu quarto.

 

Nunca lhe dei grande uso.

 

Pouco ou nada ali me sentei. Ou alguém se sentou.

 

Não tem “calhado”.

 

Ontem, uma menina de cerca de dois anos, sozinha, pegou na boneca que ali costuma estar e, subiu para cima dele. Primeiro, comigo por perto, pôs-se de pé, para melhor ver a rua pela janela e, depois sentou-se com a boneca ao seu colo e disse, no seu “dialeto” próprio da idade, mas traduzindo para linguagem adulta, que ia brincar.

 

Naquele momento, senti, finalmente, que alguma coisa voltava aos seus eixos.

 

Que a vida segue o seu caminho.

 

A menina não lhes é nada. Aos meus pais.

 

Mas é uma nova vida.

 

A ocupar o seu espaço neste mundo.

 

É sangue novo.

No início deste ano comecei a sentir-me cercado.

 

Era um ali, outro acolá. O da loja tal, a filha da vizinha do andar X, a colega de Y.

 

Deixaram de ser números na TV ou na rádio.

 

Eram reais e tinham sido infetados.

 

Mais dia menos dia seria eu ou um dos meus.

 

Felizmente ainda não aconteceu e espero que não aconteça.

 

Esta era a sensação ou a realidade de cerco. Um cerco mau.

 

Hoje, começa a existir, outra sensação.

 

É um ali, outro acolá.

 

Que já foi vacinado.

 

Também estes números estão a deixar de o ser apenas na TV ou na rádio.

 

Conheço aquele dali ou aquele outro de além.

 

Este é um cerco bom.

Desperto a ouvir na rádio, a questão do novo aeroporto.

 

E, por momentos, acredito que estou noutro mundo. Antes desta pandemia.

 

Nos últimos tempos, então, devo ter andado a ouvir mal.

 

Não existe uma crise na aviação? A TAP, por exemplo, não vai encolher. Devo ter andado a imaginar coisas.

 

Um aeroporto, não serve para os aviões, aterrarem e levantarem voo?

 

Se as frotas até vão diminuir, para que servirá um novo aeroporto, se o actual é para manter e “alargar”?

 

Enfim, não percebo mesmo nada destes negócios, é a conclusão a que chego.

Pág. 1/2

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub